A filosofia "Lean" é ideal para as empresas de
serviços e
indústria que actuam em ambientes extremamente competitivos, com forte exigência na
flexibilidade e nos
tempos de resposta. Os princípios de funcionamento do "Lean" são conhecidos por uma
variedade de sinónimos: "Lean",
"Lean Services", "Lean Manufacturing", "Lean Production", "Toyota Production System", entre
outros. Acredita-se, regra
geral, que o "Lean" foi "inventado" no Japão (mais especificamente, na Toyota), mas o facto é
que Henry Ford já utilizava
grande parte dos princípios na década 1920-1930:
"Um dos grandes segredos para conseguir que os produtos Ford tenham um preço baixo, é o
encurtamento gradual do ciclo
de produção. Quanto mais tempo um artigo estiver no processo de produção e quanto mais se
movimentar, maior será o
seu custo final." [Henry Ford, 1926]
Uma definição mais actualizada do "Lean", de acordo com J. Womack [Autor de "Lean
Thinking" e de "The Machine That
Changed the World"] é a seguinte:
"Uma abordagem sistemática para a identificação e eliminação de desperdícios (actividades
sem valor acrescentado),
através da melhoria contínua, fazendo os produtos fluir, sempre que o cliente os "puxa", na
senda da perfeição".
[James Womack e Daniel Jones, 2003]
Esta filosofia holística requer uma total quebra dos paradigmas existentes e implica uma
completa mudança de mentalidades,
na forma como se gere o negócio e os seus recursos.
A filosofia "Lean" centra-se, essencialmente, na redução de
desperdícios para criar
fluxo e aumentar a
velocidade de resposta ("lead time") desde o pedido até ao fornecimento do serviço ou
produto. Esta filosofia
assenta num princípio de melhoria contínua da eficiência dos processos operacionais e de
negócio, com consequente
aumento da produtividade e
redução significativa de custos.
Dos seus pilares de intervenção destacam-se ainda a autonomia e responsabilização de
todos os colaboradores, numa
óptica de polivalência funcional, sustentada pela gestão e desafio de competências. O objectivo
é ganhar flexibilidade
e responder rápida e eficazmente aos desafios e problemas existentes.
Essencialmente, é objectivo de uma organização "Lean" fornecer aquilo que o cliente quer,
quando o cliente quer e
onde o cliente quer.
O "Lean" apresenta ainda um forte potencial de aplicação ao nível da Inovação, como
metodologia de suporte e complementar
na Inovação Organizacional, de acordo com a Norma NP 4457:2007.
Os princípios, métodos e ferramentas do "Lean" aplicam-se aos
serviços e à
indústria, em ambientes de contacto directo com os clientes ou de níveis indirectos,
alto e baixo volume, de "job-shop"
e em indústrias de processo contínuo.
Por princípio, qualquer sector económico e actividade são elegíveis para uma incorporação
dos princípios "Lean" tanto
na sua plenitude como em actividades específicas e dedicadas, desde um departamento até todos os
agentes da
cadeia de valor.
Em ambiente de serviços, o "Lean" tem uma intervenção na
redução dos tempos de resposta, aumento dos níveis de satisfação do cliente, melhoria da
qualidade e fiabilidade de
serviço, serviços de assistência ao cliente, optimização de processos organizacionais e
redução de desperdícios,
nomeadamente do tempo.
Tipicamente na
indústria, o "Lean" aplica-se a toda uma unidade de fabricação ou transformação, com
forte incidência ao nível da estabilização dos equipamentos e aumento da produtividade,
autonomia dos colaboradores,
optimização dos fluxos de informação e materiais, com especial incidência nos
inventários.
Melhoria contínua através da metodologia DMAIC [Define, Measure, Analyse, Improve e Control].
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